Frei Fábio Vasconcelos será ordenado Presbítero

Foto: Frei Fábio Vasconcelos
Frei Fábio Vasconcelos, 30 anos, natural de Santarém do Pará, será ordenado presbítero da Igreja Católica, no próximo dia 2 de agosto na Igreja São Sebastião, às 19h. O tema escolhido pelo frade foi “Louvai e Bendizei ao meu Senhor” (Cnt, 14). A primeira presidência da Eucaristia do frei Fábio será no dia seguinte às 19h, na Igreja de São Sebastião.
O frade conversou com a equipe de comunicação da custódia e contou um pouco sobre os primeiros passos na vida religiosa e os desejos para o futuro. Frei Fábio, participava da Comunidade da Paróquia de São Sebastião desde muito novo e esse foi o primeiro passo para ele se tornar frade.
– Chegou a época que eu tinha que fazer a primeira comunhão, como todo católico, e logo após eu finaliza a primeira comunhão, eu disse que queria ser coroinha e foi uma coisa que eu coloquei na minha cabeça, não foi por influência de ninguém, foi uma coisa de dentro de mim. Eu lembro muito bem, eu saí do colégio e fui à secretaria da Igreja e perguntei como eu podia ser coroinha e a moça me explicou os passos, que os encontros eram todo sábado e tudo mais. Eu fui todo com vergonha, mas fui participar dos encontros, não conhecia ninguém e assim comecei como coroinha, depois fiz a Crisma. Tenho a felicidade de ter sido batizado, ter feito primeira comunhão, a crisma e agora serei ordenado presbítero tudo na Igreja de São Sebastião. Assim que começou minha vida na Igreja.
Conte um pouco quem era o senhor antes de se sentir chamado para ser um frade?
– Depois de crismado, me chamaram para ajudar como catequista e eu prontamente aceitei. Na época o pároco era Frei Gregório Joeright e por ser da mesma área pastoral, a Paróquia Santíssimo já tinha uma parceria com a de São Sebastião e nós trabalhávamos juntos. Em uma missão de férias com os jovens realizada em Monte Alegre, eu participei e foi nessa missão que conheci o Frei Erlison que estava saindo do postulantado e entrando no noviciado e nesse dia ele me convidou para os encontros vocacionais. Eu fui mais por ser um encontro de igreja, pois eu gostava, conhecia alguns frades, mas ainda ali eu não pensava em ser um frade, se pensava ainda não tomava de conta de mim aquele pensamento.
– Depois que comecei a participar dos encontros vocacionais, esse pensamento em me tornar um frade foi aflorando. Eu conheci melhor o frei João Schwieters que já era alguém que eu admirava muito e não faltei mais nos encontro vocacionais e em seguida entrei no postulantado.
Como foram suas etapas de formação até aqui?
– Eu entrei com 18 anos no postulantado e nos primeiros cinco meses, meu mestre foi o Frei John Araújo e o vice mestre, Frei Elder Almeida, aí foi realizado o Capítulo da Custódia, quando o Frei Elder foi transferido para Manaus e o Frei Haroldo Pimentel assumiu a função de ser nosso vice mestre até o fim do postulantado. O noviciado da minha turma foi em Minas Gerais, na Província Santa Cruz, o formador foi o frei Hilton Farias. O tempo do noviciado ficou muito marcado em mim, pois ali aprendemos mais profundamente sobre a vida franciscana. Terminado o noviciados, fomos para Manaus e o formador era o Frei Elder que passou um anos conosco, depois houve Capítulo novamente e o Frei John ficou como nosso formador junto com frei Amauri. No juniorato é um tempos que chegam frades e saem frades, fiz laços fortes nesse tempo. Depois que finalizamos os estudos em filosofia, eu e Frei Andrei que da nossa turma só já era nós dois, fomos para Missão Cururu realizar o ano missionário e lá quem estava era Frei Fábio Neto, antes de finalizar o nosso ano missionários, ficamos na fraternidade de Itaituba, junto com Frei Manoel e Frei Ulysses. Depois, seguimos para Petrópolis (RJ), para os estudos em teologia, onde passamos quatro anos na Província Imaculada Conceição. Tivermos como formador o Frei Marcos Andrade e vice, Frei Jorge. Eu sempre me senti acolhido por todos os lugares que passei o que contribuiu bastante para deixar a caminhada mais leve.

Foto: Divulgação
Seu maior desafio nessa caminhada?
– O maior desafio da vida franciscana que foi também foi o maior desafio de São Francisco é o vencer a si mesmo. E eu coloco esse como meu maior desafio de vida. Pois, constantemente a gente precisa fazer isso, lutas para vencer nossos medos é vencer a si mesmo. Então para mim, nunca foi um momento, uma coisa o meu maior desafio, sempre vai ser a constância em vencer a si mesmo.
Desistir já foi uma opção?
– Eu penso que desistir é uma das opções por nós sermos seres humanos. Quando a coisa fica bem exigente, a gente pensa em desistir sim. Qualquer coisa que desafia, a gente é tentado a desistir. Não vejo como um problema desistir, pois para cada escolha uma renúncia.
Como o senhor discerniu a vocação presbiteral?
– Depois que terminei a teologia, a gente já tinha um preparo dos ministérios do leitorato, acolitato, mas o ponto de discernimento chegou quando entendi que como frade eu também posso me doar como presbítero, sem deixar de ser franciscano. As experiências com as comunidades, com a pastoral isso também ajudou no meu discernimento, mas em alguns momentos isso era mais claro em outros não. Também tem o lado de ouvir o chamado, pois só querer não adiantar. Sei que é um serviço que eu vou prestar para a comunidade, um serviço importante de liderança que tenho que viver com espírito da pobreza, da humildade, daquilo que já abracei como frade. Na minha cabeça eu tenho que viver isso, caso contrário não serei fiel a minha vida franciscana e nem a do ministério que eu estou abraçando.

Foto: Jaime Fotografia
Quais são os desejos para o futuro?
– Desejo muito ajudar no que for possível. Atualmente estou inserido pastoralmente na Paróquia do Cristo Libertador, espero ajudar eles nessa caminhada e todos os lugares por onde eu passar. O que precisarem de mim, que eu possa sempre oferecer o meu melhor para povo de Deus.
O que mais sustenta a sua missão?
– Uma das coisas que me motiva é esses testemunhos dos frades idosos que por causa de Jesus Cristo, doaram toda sua vida, se entregaram por completo para cumprirem suas missões, essas memórias, isso me motiva muito em querer trilha o meu caminho. A Espiritualidade franciscana também me fortalece e isso me faz buscar um sentido para o que eu quero. Eu busco sempre alimentar minha espiritualidade, alimentar o meu modo de ser, dialogar com o outro, ter o contato com as comunidade que inclusive essas pessoas dão muita força para gente, poder fazer o bem para outro sem nada em troca.
Vem participar conosco da Ordenação Presbiteral do frei Fábio Vasconcelos!
Texto: Ascom Custódia Franciscana São Benedito da Amazônia
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